THE UNSEEN RIVER (O RIO INVISÍVEL) (2020)

  • International Competition, Fiction, Avant-Garde, Fantasy
  • 23min

GRANDE PRÉMIO DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL · INTERNATIONAL COMPETITION GRAND PRIZE

Duas histórias paralelas – um casal novo e outro velho – e um rio que as atravessa: numa, o rapaz dirige-se a um templo de monges em busca de uma cura para a sua insónia; noutra, o cão encontra a antiga amante do seu dono junto a uma central hidroelétrica. Depois de “Blessed Land” (2019), também exibido em competição no Curtas, o realizador Phạm Ngọc Lân, formado em arquitetura e urbanismo, retoma um olhar crítico sobre o território, desta feita sobre a colossalidade da barragem, por um lado, e do próprio templo, por outro. Em “The Unseen River”, os casais nunca se cruzam e a montagem salta de um encontro para o outro, atribuindo ao rio o papel principal. Nos diálogos, o sonho equipara-se ao banho de rio e surge como um estado de flutuação transtemporal que permite regressar ao passado – num lugar de reencontro com os ausentes – e ver o futuro. Ao privilegiar os movimentos de câmara, de que se destacam os vagarosos “zooms”, que mergulham o espectador numa atmosfera onírica, Lân explora as relações metafóricas entre tempo, sonho e rio. Um rio que simboliza a inocência, a pureza, mas também a passagem para a morte e a violência da natureza. Mas este é o retrato de um rio “invisível”: o do fluxo vital, um rio do tempo que corre. (AJM)

Two parallel stories – a young couple and an old one – and a river that runs through them: in one, the guy heads to a monk temple in search of a cure for his insomnia; in the other, a dog meets its owner’s former lover near a hydroelectric power station. After “Blessed Land” (2019), also shown in competition at Curtas, filmmaker Pham Ngoc Lân, graduated in Architecture and Urbanism, returns his critical look towards the landscape, this time reflecting on the colossality of the dam, on the one hand, and of the temple itself, on the other. In “The Unseen River”, the two couples never cross paths, and the editing skips from one meeting to the other, with the river taking on the leading role. In the dialogs, dreaming is equated with taking a river bath, becoming like a state of transtemporal fluctuation that allows a return to the past – in a place of reunion with those who are gone – and to see the future. By focusing on the camera movements, of which the slow zooms are a stand-out, immersing the viewer in a dreamlike atmosphere, Lân explores the metaphorical relations between time, dream, and river. A river that symbolizes innocence and purity, but also the passage to death and the violence of nature. But this is the portrait of an “invisible” river: that of the vital flow, a river of flowing time. (AJM)

Language

Vietnamese

Subtitles

English, Portuguese

Bonus Content

17m
Q&A's · Pham Ngoc Lân

Uma conversa sobre o filme “O Rio Invisível” | Idioma: Inglês

A brief talk about the film “The Unseen River” | Language: English