THE PHYSICS OF SORROW (A ANATOMIA DA TRISTEZA) (2019)

  • International Competition, Animation, History, Biography
  • 27min

PRÉMIO DO PÚBLICO · AUDIENCE AWARD

Animador prolífico e genial, e uma presença habitual na programação do Curtas desde 2006, com nove dos seus trabalhos exibidos, Theodore Ushev presenteia-nos este ano com um filme inspirado no livro com o mesmo título, “The Physics of Sorrow” de Georgi Gospodinov, o mesmo autor que inspirou a sua obra anterior “Blind Vaysha”, exibido também em Vila do Conde. Através de pintura encáustica animada, uma técnica nunca utilizada em cinema, que mistura cera de abelhas e pigmentos, usada no antigo Egipto para retratar os seus mortos mais notáveis, Ushev oferece-nos o seu próprio labirinto existencial – assumindo-se, ele também, como uma versão do próprio Gospodinov – numa incursão cativante e pessoal sobre a tristeza, a perda e o abandono. Num turbilhão de memórias, arquivos, coleções, autorreflexões, experiências e emoções, “A anatomia da tristeza” mostra-nos, através de um poderoso traço expressionista, que todos os seres humanos são um repositório potencialmente ilimitado de experiências vividas, um arquivo universal dos sentidos e da história, uma cápsula do tempo de resíduos desordenados do passado e recontextualizações inesperadas e desorientadoras, em direção a algum núcleo de verdade. Porque, como diz o narrador do filme, “nada é tão estéril quanto o esquecimento”. (SR)

A brilliant and prolific animator, and a regular presence at Curtas since 2006, with nine works shown at the festival to date, Theodore Ushev gifts us this year with a film inspired by Georgi Gospodinov’s homonymous book, “The Physics of Sorrow” – the author also inspired his previous movie, “Blind Vaysha”, programmed at Vila do Conde as well. Through encaustic painting animation, a technique never previously used in cinema that combines beeswax with pigments and was created in ancient Egypt to depict their most distinguished deceased figures, Ushev offers us his own existential maze – assuming himself as a version of Gospodinov – in a captivating and personal foray into sadness, loss and abandonment. In a whirlwind of memories, archives, collections, self-reflections, experiences, and emotions, “The Physics of Sorrow” shows us, through its remarkable expressionist stroke, that all humans are a potentially limitless repository of experiences, a universal archive of senses and history, a time capsule containing inordinate residues from the past, as well as unexpected and disorienting recontextualizations, towards some kernel of truth. Because, as the film narrator puts it, “nothing is as sterile as forgetting”. (SR)

Subtitles

Portuguese