THE BABY (O BEBÉ) (2014)

  • Fiction
  • 16min

Uma jovem estudante anda à procura de ajuda para uma situação que se apresentaria sensível em muitos países, mas que, no Irão, ganha um relevo muito mais marcado. A rapariga vai receber a visita dos seus pais, que irão pernoitar alguns dias na sua casa, e procura desesperadamente por alguém que possa ficar com a sua bebé por alguns dias ou, pelo menos, durante a primeira noite, ganhando tempo para encontrar uma solução mais duradoura. Os pais não sabem da existência da bebé que a rapariga insistiu em ter, como mãe solteira. Não quer, não pode, não vai dizer nada aos pais e encontra uma solução transitória, mas eficaz, para prolongar o seu segredo e silenciamento no seio da instituição familiar. Tema recorrente nos trabalhos de Ali Asgari, a destreza e o engenho mais ou menos bem-sucedidos para falsear soluções paliativas para problemas maiores que incidem sobre as mulheres (mas não só, as amplas questões da parentalidade, da identidade, da ética ou da lei vêm ao de cima em quase todos os seus filmes) são apresentados de uma forma sóbria, simples e muitas vezes fria, conferindo às suas histórias um pendor documental com uma força de silenciamento reflexivo crescente no espectador. Aqui, não é a criança que está em risco, não é, também, a mãe, é sim a própria ideia de maternalidade. (LL)

A student is looking for help with a situation that would be sensitive in many countries but which, in Iran, is much more pronounced. The girl is going to be visited by her parents, who will spend a few days in her house, and is desperately looking for someone who can take her baby for those days, or at least for the first night, to gain time to find a more lasting solution. The parents do not know of the existence of the baby that the girl insisted on having, as a single mother. She does not want to, cannot, will not tell her parents and finds a transitional but effective solution to prolong her secrecy and silencing within the family institution. A recurring theme in Ali Asgari’s work, the more-or-less successful dexterity and ingenuity in faking palliative solutions to major problems affecting women (but not only: the broad issues of parenthood, identity, ethics, or the law come to the fore in almost all his films) are presented in a sober, simple and often cold way, giving his stories a documentary slant with a power of increasing reflective silencing of the spectator. Here, it is not the child that is at risk, nor is it the mother, but the very idea of motherhood. (LL)

Language

Persian

Subtitles

English, Portuguese

Countries

Iran, Italy

Studio

TAAT FILMS