RIO ENTRE AS MONTANHAS (A RIVER THROUGH THE MOUNTAINS) (2018)

  • Fiction
  • 10min

Nenhum homem pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando se entra novamente não se encontram as mesmas águas, e o próprio homem já não é o mesmo. O aforismo é grego, mas aplica-se à personagem principal deste filme rodado na cidade chinesa de Hancheng, sobre um homem em processo de descoberta pessoal. Este é um conto sobre esse homem, muito novo ainda e à procura ainda de encontrar o amor na sua vida, e que aqui percorre as ruas chuvosas da cidade como se navegasse um rio ao qual não regressaria de forma igual, transformado por cada encontro anterior. Ouvimos os seus pensamentos, as suas recordações e impressões sobre diferentes sentimentos, sobre os diferentes aspectos que o amor pode representar para si, obcecado com a ideia de algo que ainda não encontrou. Um retrato delicado e melancólico de um instante numa longa jornada sentimental, e até com algum humor na forma como joga com alguns preceitos do que é esperado de um filme sobre o romance, sempre debaixo do embalo de um olhar cuidadoso e perspicaz. Como diz a canção que ouvimos durante o filme: “a viver numa espécie de sonho acordado”.

No man can enter the same river twice, because when you enter again you will not find the same waters, and the man himself is no longer the same. The aphorism is Greek, but it applies to the main character of this film shot in the Chinese city of Hancheng, about a man in a process of personal discovery. This is a story about this man, very young and still looking to find love in his life, as he wanders through the rainy streets of the city as if he were roaming a river to which he would not return the same, transformed by each previous encounter. We listen to his thoughts, his memories and impressions about different feelings, about the different aspects that love can represent for him, obsessed with the idea of something he hasn’t yet found. A delicate and melancholy portrait of an instant in a long sentimental journey, and even with some humor in the way it plays with some precepts of what is expected from a film about romance, always under the sway of a careful and insightful gaze. As the song we hear during the film says: “living in a kind of daydream”.

Language

Chinese

Subtitles

Portuguese