ONE HUNDRED STEPS (2021)

  • Fiction
  • 31min

Dois movimentos em paralelo marcam o novo filme da dupla Bárbara Wagner e Benjamin de Burca: uma visita a duas casas-museu, palacetes de outros tempos que agora funcionam como monumentos à ostentação do passado e como símbolos da preservação do “status quo”. As duas visitas começam de forma convencional, mas aos poucos os visitantes revelam-se afinal intérpretes de diferentes instrumentos musicais, cuja música vai simbolicamente invadindo e apoderando-se destes espaços, locais que lhes seriam anteriormente vedados – e também muito possivelmente aos seus antecessores -, fechados nas suas riquezas e conquistas, visíveis ainda nos artefactos que exibem. Este é um confronto entre um passado feito de “conquistas” coloniais e um presente que o problematiza através das figuras destes músicos que, nem que seja apenas por um momento, reclamam o espaço para si mesmos e para o legado que carregam. Pode ser apenas uma fantasia, mas é um passo essencial na discussão sobre a recuperação da memória e reavaliação da história. Esta é a quarta presença da dupla de realizadores no Curtas, depois de “Estás Vendo Coisas”, “Terremoto Santo” e “R.I.S.E.”. (JA)

Two parallel movements punctuate the new film by duo Bárbara Wagner and Benjamin de Burca: a visit paid to two house museums, palaces of yore that serve now as monuments to an ostentation of the past and as symbols of preserving the “status quo”. The two visits start in a conventional manner, but little by little the visitors reveal themselves to be players of different musical instruments, whose sound symbolically invades and takes over these spaces, places that were previously closed to them – and very likely to their ancestors as well –, enclosed in their wealth and conquests, still visible in the artifacts on display. This is a confrontation between a past made of colonial “conquests” and a present that puts it in question through the presence of these musicians who, even if only for a moment, reclaim the space for themselves and for the legacy they embody. It might be a fantasy, but it is an essential step in the discussion about memory reclamation and reassessment of history. This is the filmmaker duo’s fourth time at Curtas, after “You Are Seeing Things”, “Holy Tremors”, and “R.I.S.E.”. (JA)

Languages

English, Welsh, Occitan (post 1500), Arabic, French

Subtitles

English, Portuguese

Countries

Germany, France

Studio

Volte

Bonus Content

Entrevista - Bárbara Wagner & Benjamin de Burca (João Araújo)