DISSOLUTION PROLOGUE (EXTENDED VERSION) (2020)

  • Experimental
  • 6min

O que motiva Siegfried A. Fruhauf no seu trabalho de investigação é a natureza do cinema, ou do filme, já que poderemos estar em presença de objetos que passam por processos relacionados com a película, ou seja, os que mais se aproximam da sua própria essência. A metalinguagem que trabalha é, portanto, a que vem do cinema analógico, nomeadamente a que se baseia em tudo o que antecede a imagem propriamente dita: a luz e o seu contraste absoluto, a total escuridão, ou, então, as antigas marcas orientadoras para os trabalhos laboratoriais ou de projeção impressas na película. Contudo, aquilo que vemos é uma projeção realizada a partir de média digital. Em “Dissolution Proloque (Extended Version)”, Fruhauf explora os limites do próprio média, num minimalismo absoluto de recursos, tal como os limites da perceção, numa proposta que só pode arrebatar o espectador, senão da forma mais sensível ou intelectual, da forma mais direta, levando-o ao extremo da capacidade dos seus sentidos. A esta experiência não será alheia a utilização de frequências particularmente penetrantes de sons contínuos, gerados habitualmente para marcar o início de alguma coisa, o prólogo. O realizador já esteve por várias vezes presente em Vila do Conde, com filmes em competição e em exposição na Solar – Galeria de Arte Cinemática. (MM)

What instigates Siegfried A. Fruhauf’s research is the nature of cinema, or of film, since we may be in the presence of objects that go through processes related to film, that is, those which are closest to its essence. The metalanguage he works with is, therefore, that which comes from analog film, specifically the one based on everything that precedes the image itself: the light and its absolute contrast, the total darkness, or, even, the old guiding marks printed on film for laboratory or projection work. However, what we see is a digital screening. In “Dissolution Prologue (Extended Version)”, Fruhauf explores the limits of the media itself, with an absolute minimalism of resources, such as the limits of perception, in a proposition that can only enrapture the viewer, if not in the most sensitive or intellectual way, in the most direct way, taking them to the extreme of their senses’ capacity. This experience is not unrelated to the use of particularly penetrating frequencies of continuous sounds, usually created to punctuate the beginning of something, the prologue. The filmmaker has already been to Curtas many times, with films in competition and an exhibit at Solar – Cinematic Art Gallery. (MM)

Country

Austria